A INSUBORDINAÇÃO CRIATIVA COMO PRÁTICA INCLUSIVA E INOVADORA DO PROFESSOR QUE ENSINA MATEMÁTICA NOS ANOS INICIAIS
Palavras-chave:
Plateau, Sequência Fedathi, Prática inclusiva, Insubordinação CriativaResumo
Insubordinar-se subversivamente requer ir além de ações puramente tradicionalistas de ensino com intuito de propor práticas inclusivas e inovadoras, em prol do estudante. Este trabalho apresenta uma pesquisa qualitativa e exploratória sobre o estímulo dos conhecimentos prévios dos estudantes enquanto prática inclusiva, inovadora e insubordinada criativa. A abordagem descrita neste trabalho é sobre o conceito de plateau, um princípio da Sequência Fedathi, que é uma metodologia voltada ao ensino de matemática criada por Hermínio Borges Neto nos anos 1990 e propõe a mediação como prática do professor. Com isso, busca-se analisar as contribuições da vivência com o "plateau" para uma prática pedagógica inovadora, inclusiva e insubordinada criativa, no âmbito do curso de extensão. Nesse sentido, dialoga com a Insubordinação Criativa (IC), pois o professor subverte a ideia de que todos aprendem da mesma forma. A metodologia para realização do estudo ocorreu num curso de extensão “Formação de professores sob a perspectivas dos perfis de aprendizagem: uma vivência com a Sequência Fedathi e a Teoria da objetivação” que ocorreu na Universidade Federal do Ceará e explorou um trabalho constante de valorização de ideias relacionado à práticas pedagógicas inovadoras e inclusivas. Acerca dos instrumentos de coleta de dados, utilizou-se questionário aplicados a professores de matemática dos anos iniciais. Os dados foram analisados a partir da Sequência Fedathi como Metodologia de Análise de Dados, considerando as suas quatro subfases: curadoria, minúcia, apresentação e interpretação. Os resultados destacam o interesse dos professores em inclusão e inovação, além das dificuldades enfrentadas, como falta de formação e recursos. A pesquisa conclui que o movimento colaborativo que se estabelece entre professor e aluno na progressão do ensino informal ao formal, pode transformar a prática docente ao estimular uma postura mediadora, promovendo um ensino ousado, inovador e inclusivo, fortalecendo a relação entre teoria e prática.
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